segunda-feira, 1 de agosto de 1994
bela de netuno
o torto precisar,
entre erro & errar,
é quando
assombro
na calmaria,
erro o eu
nau de ansiedades
: de meu mar morto
faço refúgio
pois danço com o clímax
cujo véu de morte
presenteia-me
num corte
visionário
patético
e nada poético
nada
poético
.
terça-feira, 5 de julho de 1994
terça-feira, 28 de junho de 1994
quinta-feira, 23 de junho de 1994
domingo, 27 de fevereiro de 1994
amanhontem
quando resgatarem,
da mais profunda profundeza,
este poema,
quem sabe,
futuro já não seja,
e, redescobrir,
o novo
lema.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 1994
o primeiro poema a gente até tenta esquecer
"ser criança
é desenhar na árvore um coração
depois escrever com letras tortas
nossos nomes bem no meio
e esquecer
que ser adulto
é quase o mesmo
que ser feio"
terça-feira, 15 de fevereiro de 1994
domingo, 12 de dezembro de 1993
ensaio
reler-te queria
fartos os atos
à luz à canção
mas tal capítulo eu pulo
descobri que essa afeição
foi meu monólogo
nulo
sábado, 20 de novembro de 1993
átomos
além do homem
além do além do horizonte
além de qualquer pensamento
além além & além
recordássemos,
jamais aos pés estaríamos
de nossa enésima vida
primitiva
nem saberíamos da lua
da aurora boreal
do mar & do sal
nem de cada um
de nossos últimos suspiros
que nos levam
a qualquer momento
só do mal
que nos torna
sedentos
(Muita paz nos aqueça, ó papiro
de guerra não vimos nada.
Lamento.)
segunda-feira, 1 de novembro de 1993
no infinito, qualquer ponto é o centro
Mergulho
no espírito
do silêncio.
Alguém me vê?
Me ouve?
Sabe quem sou?
Estuda-me,
frio,
feito o quarto?
Perguntas.
Não posso dar fim a tudo
bancar o bom mudo
pranto-pronto,
tonto com as palavras
(...)
Profundo como um poema,
o dilema amanhece.
Como eu queria voar,
ter a certeza de amar,
ou ao menos,
poder sonhar.
Isto posto,
visto meu rosto,
desço dos versos.
E o silêncio,
ao avesso,
adia os meus
universos.
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