vulgo vulgar
vagante em e-rrâncias
numa prosa
pró-rosas
em ramalhenters
& escs
barras & arrobas
emoticonspirando
...
não!
não sirvo pra isso:
ela, na redoma
de seu e-cárcere privado
e-
eu, a soma
de todos os futuros
dos futuros
do passado
- o poema
não está mais respondendo
e será
fechado.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
confissura
a fragrância
flores & cores
& dores de la noche
: ela deixou
e a feiúra da palavra
autosignificância
,
tão feia quanto feiúra
,
usemos para determinar
a insignificância
da vontade que me trouxe
a manchar a brancura
com o sangue negro
doutro poema
assassinado
- ela me deu um soulnífero
e o pesadelo acordou
ao meu lado
flores & cores
& dores de la noche
: ela deixou
e a feiúra da palavra
autosignificância
,
tão feia quanto feiúra
,
usemos para determinar
a insignificância
da vontade que me trouxe
a manchar a brancura
com o sangue negro
doutro poema
assassinado
- ela me deu um soulnífero
e o pesadelo acordou
ao meu lado
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
attesa per la nebbia
terça-feira, 31 de agosto de 2010
conciso?
sem siso.
tenho apenas
um indeciso
que não sabe
se nasce
ou não
(sem juízo,
& a tua boca
é
a razão)
tenho apenas
um indeciso
que não sabe
se nasce
ou não
(sem juízo,
& a tua boca
é
a razão)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
de via defessus: suspirium
Ando cansado
de todo esse tudo
que só me leva,
& só,
ao nada.
Ando cansado
do quanto me iludo,
fazendo, do rastro deste pó,
a minha verdade,
minha vontade de ceder às vontades
& minha morada.
(Agradeço a todos
que perderam seu tempo comigo.
Peço perdão.
Por não ter sido
um bom amigo,
ou inimigo.)
Ando cansado,
e não adianta
seguir o coração,
pois anda rastejante,
escravo,
daquele querer antigo.
Ando cansado
de pensar em como eu seria
um bom amante,
ou um grandessíssimo filho da mãe
rasgando o tempo
com falas lentas
& vãs.
Ando cansado.
E o pior,
é que eu não sabia
que, se, amanhã,
eu for mesmo com o vento,
ou for alvo de um baleado
defeito,
ainda haverá a poesia.
(Mas não nas letras,
tingindo a noite
com a luz
do dia.)
de todo esse tudo
que só me leva,
& só,
ao nada.
Ando cansado
do quanto me iludo,
fazendo, do rastro deste pó,
a minha verdade,
minha vontade de ceder às vontades
& minha morada.
(Agradeço a todos
que perderam seu tempo comigo.
Peço perdão.
Por não ter sido
um bom amigo,
ou inimigo.)
Ando cansado,
e não adianta
seguir o coração,
pois anda rastejante,
escravo,
daquele querer antigo.
Ando cansado
de pensar em como eu seria
um bom amante,
ou um grandessíssimo filho da mãe
rasgando o tempo
com falas lentas
& vãs.
Ando cansado.
E o pior,
é que eu não sabia
que, se, amanhã,
eu for mesmo com o vento,
ou for alvo de um baleado
defeito,
ainda haverá a poesia.
(Mas não nas letras,
tingindo a noite
com a luz
do dia.)
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