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pisces
me
fez
em
p
i
e
c
e
s
venta tanto
no colibri
que ele voa
sem querer
as últimas flores
beijadas
não serão
e no verão
o que vi
será versão
(neste banco de praça
rir de tudo
não tem graça)
freudisíaca
me seduz
à bela sombra da manhã
:
soul
que seja luz
divagando
no divã
a violeta que nasça
o solo que a faça
de graça
eis a flor que lhe dou
não que não queira
mas minhas mãos
tocar semente não podem
ordem dos erros
poeira-cobertos
aceite-a
,
me poupe de novos espinhos
me deixe os arcaicos caminhos
dos quais
diga o que disser
são meus & seus
vida nossa
(podemos tudo
assim que possa)
sonhar
consigo
eu consigo
tragicômica
&
comigo
discordo acordes
enquanto orquestram-se
fraudes
estão de volta
as grandes noites
no cabaret
dos nascarella
mas não
stone roses
o meu chapéu
&a pose dela
Aprecio,
quase sem olhos,
o desfile de estrelas
em meu copo.
Entre a fumaça,
perdem-se os pássaros.
Também me perco,
mas só na hora de deixar-me,
por me comover com os ponteiros,
por odiar os isqueiros,
ou por viver fazendo de um livro
de final
infeliz
o que me faz
fugitivo.
Então,
na meretriz,
eu morro.
E de agosto,
retorna, minhalma
trazendo mil máscaras,
e não meu rosto.
Mas que desgosto para o ar,
para a água e
para o fogo
:
a terra há de plantar
meu fim de mundo
para um mundo
novo
.
Cresci
e aprendi
a não ser mais
o que eu queria.
E meu mundo
infantil,
infanto-infantil,
já previa ser tão pouco.
(Perdão,
esse frio
me deixa
rouco.)
a calamidade
cala minha
idade
: relógios param
feridas saram
e eis que
seduzido pela angústia
atiro rosas ao fogo
(risos)
assim, com pouca rima
protagonizo minhas verdades
e, modéstia à parte,
a saudade não me abate
me consola
(...)
então, qando alguém em oferece
uma bicada de cachaça
como esmola
um vento nada manso
faz chorar as árvores
e caem as lagrifolhas
multicores
idem, os olhares
(neste banco de praça
me descanso
muitos bares)