segunda-feira, 13 de outubro de 1997

mizú




pisces

me

fez

em

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terça-feira, 7 de outubro de 1997

nettare freddo di un tardo pomeriggio




venta tanto
no colibri
que ele voa
sem querer

as últimas flores
beijadas
não serão

e no verão
o que vi
será versão

(neste banco de praça
rir de tudo
não tem graça)


sexta-feira, 3 de outubro de 1997

sábado, 20 de setembro de 1997

quando o Eu te encontrar




a violeta que nasça
o solo que a faça
de graça

eis a flor que lhe dou

não que não queira
mas minhas mãos
tocar semente não podem
ordem dos erros
poeira-cobertos

aceite-a
,
me poupe de novos espinhos
me deixe os arcaicos caminhos
dos quais
diga o que disser
são meus & seus
vida nossa

(podemos tudo
assim que possa)


domingo, 7 de setembro de 1997

pierrot




estão de volta
as grandes noites
no cabaret
dos nascarella

mas não
stone roses
o meu chapéu

&a pose dela


 

segunda-feira, 1 de setembro de 1997

astros' bar




Aprecio,
quase sem olhos,
o desfile de estrelas
em meu copo.

Entre a fumaça,
perdem-se os pássaros.

Também me perco,
mas só na hora de deixar-me,
por me comover com os ponteiros,
por odiar os isqueiros,
 
ou por viver fazendo de um livro
de final 
infeliz
o que me faz
fugitivo.

Então,
na meretriz,
eu morro.

E de agosto,
retorna, minhalma
trazendo mil máscaras,
e não meu rosto.

Mas que desgosto para o ar,
para a água e
para o fogo
:
a terra há de plantar
meu fim de mundo
para um mundo
novo
.


terça-feira, 19 de agosto de 1997

ciranda-cigarrilha, vamos todos...




Cresci
e aprendi
a não ser mais
o que eu queria.

E meu mundo 
infantil,
infanto-infantil,
já previa ser tão pouco.

(Perdão,
esse frio
me deixa
rouco.)


quinta-feira, 14 de agosto de 1997

ho scambiato i miei sogni di due dosi di rum




a calamidade
cala minha
idade

: relógios param
feridas saram

e eis que
seduzido pela angústia
atiro rosas ao fogo

(risos)

assim, com pouca rima
protagonizo minhas verdades
e, modéstia à parte,
a saudade não me abate

me consola

(...)

então, qando alguém em oferece
uma bicada de cachaça
como esmola
um vento nada manso
faz chorar as árvores

e caem as lagrifolhas
multicores 
idem, os olhares

(neste banco de praça
me descanso
muitos bares)