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antes fosse agora
aquele instante não
ia embora
cancionei
o futuro
com um furo
no bolso
- mero ofício
dos ossos.
e quisera
aos berros
nomear meus erros
fósseis de um eu
que nem foi
suigeneris
não mais que,
pus o sonho
pra despertar
e o céu
pra desabar
(ao som
do genesis)
os egonautas
& seus cajados d'ouro
(um café
na casa do dono da verdade)
os invertebrados
& suas almas de chumbo
(happy hour
no playground do vendedor de paraísos)
: aceito o coma induzido
pra minha morte sair de férias
anoitecência me prende
ao néctar das estrelas
(pólen polindo poses
,
luz
pra mariposas)
mas,
não preciso da noite
:
só dos sorrisos
refletidos
nos canecos
de chope
achar
um sentimento?
mas nem
com lupa
beijei beijei beijei
culpa
da culpa
muralho meus sonhos
com fino
concreto
quem dera eu fosse
anarquiteto
Parto da ponta
da pena.
E, que pena,
perdi a conta
dos sonhos que não tive
num não
qu'inda vive
em cada tropeço
soluço
saxofone
café barato
.
No mais,
tudo ruço
:
furou meu sapato.
não abaixe
la cabeza
nem desista
dos teus sonhos
:
somos bem mais
do que tudo
que somos
enfim
minha face
verdadeira
:
vivo a vida toda
esperando uma vida
inteira
meu dia finito
foi um beco
: quando a lua subiu
o camarada serviu
vinho seco
(sujeito esquisito)
na mesa do canto
a moça dormia
de cigarro aceso
no balcão, na cerveja
um velho, num pranto
comprava uns beijos
de tigresa
e eu, caricato
repudiava, no palco
toda a minha
absoluta & diminuta
certeza