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(capta
no ar
o sentido
de ser)
imprecisa
ascende à incensos
conjura silêncios
e horizontes
(capta
no ar
o sentido
de ser)
e toda lágrima
que se preze
dela bebe
suas fontes
(capta
no ar
o sentido
de ser)
longos poemas
de mim fugiram
sínteses
mil lapsos me deram
em flashes de coisas
e outras sem nome
que poliram meu pensar
e aqui estou eu
morto de fome
por aqui estar
neste cubículo
fechado
onde o certo
nem sempre é o correto
e demonstrar
quase nunca é
afeto
(às vezes
é escrevendo demais
que me sinto por perto
ou capaz)
&
no cansaço
as pessoas se esquecem
invisível
passo pela avenida
ao som de um inaudível
sopro de vida
(sofro-me, cego
quanto mais nego
tal ferida)
vez mais
perco a paz
nas zonas mais abissais
do meu peito
tais mares murmuro
e dos males mais puros
me enfeito
&
quebro
a barreira
do som
:
silêncio de lágrima
vida inteira
dá o tom
antes fosse agora
aquele instante não
ia embora
cancionei
o futuro
com um furo
no bolso
- mero ofício
dos ossos.
e quisera
aos berros
nomear meus erros
fósseis de um eu
que nem foi
suigeneris
não mais que,
pus o sonho
pra despertar
e o céu
pra desabar
(ao som
do genesis)
os egonautas
& seus cajados d'ouro
(um café
na casa do dono da verdade)
os invertebrados
& suas almas de chumbo
(happy hour
no playground do vendedor de paraísos)
: aceito o coma induzido
pra minha morte sair de férias
anoitecência me prende
ao néctar das estrelas
(pólen polindo poses
,
luz
pra mariposas)
mas,
não preciso da noite
:
só dos sorrisos
refletidos
nos canecos
de chope
achar
um sentimento?
mas nem
com lupa
beijei beijei beijei
culpa
da culpa