sábado, 23 de setembro de 2000
5:59
quando chega a madrugada
sempre penso
chega de madrugada
& ela
bela como Ela
com um sorriso
concreto
diz & me diz
tudotudo que quero ouvir
e mesmo calada
aí serve um café
faz um cafuné
ficaquiperto
...
putz!
é alvorada
sexta-feira, 22 de setembro de 2000
quarta-feira, 20 de setembro de 2000
terceiro turno
cresce o vazio
e, à grandiosidade do nada
condeno-me
: de piadas fiz-me fruto
sereno medo
absoluto
(enquanto conto estrelas
nada faço
para tê-las)
segunda-feira, 18 de setembro de 2000
ela & sua rádio absurdo
(capta
no ar
o sentido
de ser)
imprecisa
ascende à incensos
conjura silêncios
e horizontes
(capta
no ar
o sentido
de ser)
e toda lágrima
que se preze
dela bebe
suas fontes
(capta
no ar
o sentido
de ser)
sábado, 16 de setembro de 2000
entre foras & formulários
longos poemas
de mim fugiram
sínteses
mil lapsos me deram
em flashes de coisas
e outras sem nome
que poliram meu pensar
e aqui estou eu
morto de fome
por aqui estar
neste cubículo
fechado
onde o certo
nem sempre é o correto
e demonstrar
quase nunca é
afeto
(às vezes
é escrevendo demais
que me sinto por perto
ou capaz)
sexta-feira, 15 de setembro de 2000
entardece
&
no cansaço
as pessoas se esquecem
invisível
passo pela avenida
ao som de um inaudível
sopro de vida
(sofro-me, cego
quanto mais nego
tal ferida)
quarta-feira, 13 de setembro de 2000
azuis
vez mais
perco a paz
nas zonas mais abissais
do meu peito
tais mares murmuro
e dos males mais puros
me enfeito
terça-feira, 12 de setembro de 2000
domingo, 10 de setembro de 2000
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