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sol que nasce
na minha noite
tatua face
enquanto aqui
no tempo
& no espaço
vulneráveis
escravos do desejo
das cifras
das sinas amáveis
de um único beijo
só no próximo passo
(que nem sabemos
se é possível
nem no que vai dar)
é que então saberemos
se existe mesmo
algum lugar
(sobre a tua pergunta
"se podemos ser três?"
: eu, sóbrio, sóbrio
quase não sou um
imagine então
vocês!)
ela procura
outros versos
em seu vasto acervo
de novos desejos
o problema
é que tem
seguido os passos
dos passos errados
e não termina
nenhum poema
coisa que tem
lhe dado muito
nos nervos
outro dia
cogitou voltar aqui
e continuar o soneto
que havia começado
eu disse
agora não
estou em paz
vivendo aos tankas
os meus haicais
O avesso ao contrário,
corrompe meu dia
e me entorpece.
Entender eu queria,
ou ser páreo
à alegria que desce,
sempre pouca
e tardia.
Portanto, como é cedo demais,
chega de conversa
: a paz
me deixa em pranto
e vice-versa.
nada me deram
olhos azuis
além de uma lágrima
ou versos de blues?
solidão
nos meus passos
é quando:
I - amo todo mundo
até quem nem
existe
II - não entendo
o quanto aprendo
ao estar
triste
III - escassos,
os minutos,
tornam-se astutos,
maiores que as pernas
(danço
conforme a súplica
seja vida eterna
ou única)
quando chega a madrugada
sempre penso
chega de madrugada
& ela
bela como Ela
com um sorriso
concreto
diz & me diz
tudotudo que quero ouvir
e mesmo calada
aí serve um café
faz um cafuné
ficaquiperto
...
putz!
é alvorada
não me lembro
se hoje foi ontem
ou só
setembro
o homem à enxada
está em estado
de sítio
cresce o vazio
e, à grandiosidade do nada
condeno-me
: de piadas fiz-me fruto
sereno medo
absoluto
(enquanto conto estrelas
nada faço
para tê-las)