sexta-feira, 12 de julho de 2002
domingo, 14 de abril de 2002
joyce's trip
azul
em sol
maior
dá-le zoom
em my
may
outonante
tom pálido
(quebra folha)
mergulha!
azulalma
in câmera lenta floresce tu lenda blue blues bloom day out
quinta-feira, 11 de abril de 2002
92 degrees
eram acordes
ensurdecedores
pesados
& tão rápidos
(senhores músicos,
- brincou um colega -
o
que é essa pressa,
para
o quê estão
atrasados?)
o calor, putz, o calor
era de deixar com inveja
o sahara
& aquela gata
puro gin com sonho
dançando como jamais dançara
eu, babando, tonto
só de vê-la rodopiar
até que ela me viu
e berrou um oi!
antes de, meu rosto
depois, minha boca
e até, o meu pescoço
lambuzar
perguntou se eu a achava muito
chata
e começou a rir, pedindo
desculpas
dizendo que achava muito louca
a música dos caras
mas que, no dia seguinte
estaria no poço
e não lembraria de uma nota
sequer
que era rara a canção
que a tocava
que era boa ouvinte
mas só curtia
depeche...
outra garota chegou, caaaara!,
me abraçou
& a gata mostrou as garras
em um pulo
grudando nos cabelos da guria
mas bateu com a cabeça no chão
desmaiou
e eu tive de levá-la para fora
já melhor,
ela não queria ir para casa
eu também não queria ir embora
ficamos conversando, na praça
a vinte e nove
ela foi voltando do porre
caímos no silêncio
(tirando os zumbidos
nos nós
dos ouvidos)
ela disse me abraça
disse que o amor nunca morre
que a manhã seria de belobelo
céu
que, no horizonte, seríamos
reis
e outras coisas que não diria
se fosse outro
o dia
pouco depois das seis
a coloquei no ônibus
o jardim social/batel
que já estava saindo
quando derrubou o valetransporte
o peguei, o ajeitei em sua mão
ela evitou me olhar nos olhos
pois os dela já estavam
sem razão
então, entrou
quase subindo no cobrador
para colocar a cabeça
para fora da janela
gritar o meu nome
gritar que seria forte
gritar, gritar & gritar
que iria me escrever
& para afirmar
que seus pais erraram
seus, pais, erraram
pois eles, naquela semana
conseguiram os vistos
& os estados unidos
nos separaram
...
dias depois
ela já lá
voltei ao 92
uma noite até bacana
acho que era show
dos acústicos
& valvulados
alguém perguntou por ela
e
aquela doida, como está?
melhor agora, respondi
(espero, pensei)
mas carta alguma jamais recebi
agora, dez anos depois
daquele ano
tão desesperado
soube que ela nem chegou aos
dezoito
: em noventa & quatro
a meningite a levou
para o outro lado
&, aquele calor
novamente senti
as febres viraram contos
o pesadelo virou um fato
os pais dela
estavam errados
como sempre estiveram
por sonhar
só no final
não sei
não sei mesmo
o que teria sido
mas hoje,
hoje,
como no início
da música da Siouxsie,
o dia não passou
quando,
passou bem devagar
feito animal
ferido
sábado, 30 de março de 2002
danger!
vontades e prazeres
se confundem
mas
com sorte
levo azar e não te acho
(tem hora que a gente grita
até mesmo sonhando baixo)
segunda-feira, 25 de março de 2002
hopetel
nota dez
orientado
pelos, dela
olhos,
de fé
quase
fechados
hum,
feixe de lux
do-is,
enche de plus
trêstemunhas:
eu, nós
&
a sombra
nota
zero
à
whiskerda, sem gê
sim,
love, às singelas
tristemunhas:
mi, ré
dó
nota
final
:
cinco
e
ficamos até
ficarmos
de
pé
até
ela encontrar
o
perdido
brinco
sábado, 16 de março de 2002
icequê
enquanto navegas
nesse deserto eletrônico
(nada a ver com las vegas)
respiro o ar de casa velha
duelando com o cheiro de mato
é certo, até vejo ratos
mas nada de mouses
e assim prefiro
chega de downloads, mulher!
o pintassilgo está cantando
o pão caseiro está assando
e até
(olha que o dia
ainda está bom para pescaria)
acho que hoje
eu vou te ver
nesse deserto eletrônico
(nada a ver com las vegas)
respiro o ar de casa velha
duelando com o cheiro de mato
é certo, até vejo ratos
mas nada de mouses
e assim prefiro
chega de downloads, mulher!
o pintassilgo está cantando
o pão caseiro está assando
e até
(olha que o dia
ainda está bom para pescaria)
acho que hoje
eu vou te ver
terça-feira, 19 de fevereiro de 2002
breve prólogo de prelúdios
então
eu ouço
o eco do maremoto
de silêncios
...
penso como lótus
no mais remoto eu
tenso.
eu ouço
o eco do maremoto
de silêncios
...
penso como lótus
no mais remoto eu
tenso.
domingo, 10 de fevereiro de 2002
quebra
silêncios em coro
eternam olhares sem lares
: nenhum ouro
paga a surdez
ou a mudez rouca
ao ver dados aos porcos
o pão e o sorriso
que já estavam
na boca
terça-feira, 5 de fevereiro de 2002
poundestroyer
se tudo tudo
já foi escrito
e reescrito
só nos cabe captar
a tradução
para o agora
haja além além daqui
nossa bagagem
é outrora
: (re)criando
é que se vai
embora
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2002
presto
Vaguezas estrondam,
allegro,
instante cósmico,
pós-barba.
No espelho,
o elo não sente,
o ardor da loção,
o azul,
pelo nu do rosto novo.
A lâmina me trouxe
um gosto raro
no gosto doce
do obscuro,
agora claro.
Eta rima besta.
Mas é verdade
: noite de sexta
vingando saudade
sempre é noite
rasga-diário.
Assinar:
Postagens (Atom)